27Mar

Entrevista na Rádio UEL

Hoje participei da entrevista com a apresentadora Patrícia Zanin, no programa "Modos de Vida", da Rádio UEL FM 107.9MHZ.
O tema foi o novo livro: "Educação Sexual no dia a dia", que será lançando no dia 2 de abril, terça-feira, às 19:30 na livraria Curtiba do Catuaí Shopping (Londrina-PR).O preço do livro é bem acessível R$25,00. 

 

Ouça a entrevista na íntegra:
http://www.uel.br/uelfm/arquivo.php?id=10484

 

 

 

 

 

 

Postado por Mary Neide - 27/03/2013
21Mar

Um novo Papa. “E agora José?”

                     Neste momento em que a Igreja Católica elegeu seu novo Pontífice, nos perguntamos se a Igreja caminhará por novos e promissores rumos, no que diz respeito a posturas diante da sexualidade. Certamente o faria se o escolhido fosse da linha progressista, ao invés da conservadora, como foram os Papas João Paulo II e Bento XVI e como é o Papa Francisco.  Em matéria publicada na Revista Veja, de 20 de fevereiro, que tratou da renúncia do Papa Bento XVI, o teólogo Afonso Soares, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), de São Paulo, afirmou que “A Igreja Católica tem de abrir canais de comunicação com a modernidade se quiser se aproximar de seus fiéis.” Concordo plenamente com este ponto de vista e considero que a sexualidade é tema fundamental, central, desse possível diálogo.

                     Deixar de dizer o que é certo ou errado, o que pode ou não pode na vivência da sexualidade das pessoas é o primeiro passo importante para este novo diálogo. A posição retrógrada em relação ao sexo é um dos motivos que afasta os jovens da Igreja. Concomitantemente ao cultivo da religiosidade, da fé e dos valores morais e cristãos, como o respeito a si próprio e ao outro, o amor, a justiça, a fraternidade, a igualdade, a lealdade e a honestidade, a Igreja deve dar espaço para que o católico possa ter autonomia e ser sujeito da própria sexualidade, com liberdade e responsabilidade. A Igreja exerce um importante papel ao se opor à libertinagem, ao sexo promíscuo e  irresponsável, mas, é urgente que deixe de proibir o uso da camisinha e de contraceptivos, que pare de ditar que o sexo só pode ser praticado após o casamento e, sobretudo, que abandone sua oposição à homossexualidade. Na origem de sua oposição à homossexualidade e à masturbação está a vinculação do sexo apenas à procriação. Atualmente, porém, a própria Igreja reconhece que o sexo é importante na vida do casal, devido à sua função no campo do afeto e da ligação amorosa.

                      Finalmente, para abrir novos canais de comunicação, a Igreja precisa admitir a importância dos direitos reprodutivos e sexuais, que fazem parte dos direitos humanos, e agir em prol dos  mesmos.  Ela pode e deve participar, assim como a escola, da educação de crianças, adolescentes e jovens, deixando de lado, definitivamente, a doutrinação no campo sexual e ensinando a pensar. Será que o século XXI terá um Papa que coaduna com a modernidade? É triste, mas é difícil acreditar nessa possibilidade.

                        Você sabia que a Educação Sexual pode ser desenvolvida numa perspectiva religiosa progressista e não apenas conservadora, como temos visto, tanto no catolicismo como no protestantismo e que ela já acontece?  Se deseja conhecer a respeito sugiro que leia meu livro: Educação Sexual: retomando uma proposta, um desafio -  EDUEL, 2011, 3.Ed. 

Postado por Mary Neide - 21/03/2013
14Fev

Resultados parciais da pesquisa sobre a descriminalização do Aborto

Pesquisa sobre A DESCRIMINALIZAÇÃO DO 

ABORTO. Resultados parciais                 

 

Primeiramente queremos agradecer a todos que participaram, na internet, da Pesquisa sobre ABORTO, que coordeno com a participação de uma equipe interinstitucional abaixo especificada. Ela tem o objetivo de conhecer a opinião das pessoas sobre a descriminalização do aborto, identificando os argumentos em que se pautam. Consta da investigação uma única questão: “Se pudesse votar, você votaria a favor ou contra a descriminalização? Argumente sua resposta”. Até o momento, responderam à pergunta 1.209  pessoas, pela internet – Gmail –, sendo que 64% é A Favor da descriminalização e 36%, Contra, numa população assim distribuída: 96% tem ensino superior, completo ou incompleto, incluindo pós-graduação; 73% é do sexo feminino e 27% do masculino. Obtivemos opinião de quase todos os estados, exceto Acre, Alagoas e Amapá, com predomínio de Paraná e São Paulo. Analisando qualitativamente uma amostra de 150 participantes, foi identificado que, entre os que são Contra, o argumento que mais predominou foi o de que "o feto tem direito à vida" e, em segundo lugar: "existem métodos contraceptivos; por que a mulher não usou"?  Entre os que são A Favor, o argumento que mais predominou foi o "direito da mulher ao controle do seu próprio corpo" e, em segundo lugar: "o bebê que é rejeitado pela  mãe, durante a gestação, muito possivelmente, não será amado e bem educado, podendo ter seu desenvolvimento prejudicado."

O mesmo questionário online vem sendo aplicado de forma presencial em diversas áreas, para grupos de profissionais e de estudantes universitários. Temos constatado muita semelhança entre os índices e os argumentos obtidas via internet e presencial.  Em ambos os grupos predominam os que são A Favor da descriminalização (com variações em torno de 60% ou mais) e são destacados os mesmos argumentos.

O link da pesquisa ainda continua ativo: http://migre.me/b3GUv

Quem não opinou ainda pode fazê-lo. Pedimos a gentileza de responderem uma única vez. Gratas!

Atenciosamente, Profª Dra Mary Neide D. F. Coordenadora da pesquisa.

Equipe responsável pela pesquisa:

Dra Ana Cristina Paes Leme G. C. Torres  Psicóloga e Professora do Departamento de Psicologia Social e Institucional da Universidade Estadual de Londrina (UEL – PR).

Clara Maki Inaba. Estagiária do curso de Psicologia da UEL.

Dra Mary Neide Damico Figueiró. (Coord.) Psicóloga e Professora Sênior da Universidade Estadual de Londrina (UEL – PR).

Doutoranda Patrícia Pereira Mendes – Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC. Departamento de Pedagogia do Centro de Ciências  Humanas e da Educação-FAED. 

Dra Sonia Maria Martins de Melo. Universidade do Estado de Santa Catarina-UDESC. Departamento de Pedagogia do Centro de Ciências  Humanas e da Educação-FAED.

 

 

Postado por Mary Neide - 14/02/2013

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