06Fev

Como falar sobre sexo com seu filho.

Primeiramente, o mais importante é dizer sempre a verdade, jamais ludibriando a criança, jamais tentando enrolar ou desconversar. Se você não sabe explicar ou tem dificuldade em responder à pergunta, é melhor ser franca e dizer que vai pensar sobre a pergunta e conversar  num outro momento. Neste caso, é importante não demorar muitos dias. Ou então, diz que não sabe explicar, caso ache que não está mesmo preparada para responder.

Não é preciso esperar a criança perguntar, para poder falar sobre sexo. Nós não esperamos a criança pedir que lhe ensinem a ler; no momento em que achamos que é hora de ela aprender, nós iniciamos o aprendizado. Devemos proceder da mesma forma, quando se trata de ajudá-la a entender de onde viemos; precisamos criar oportunidades para ensinar sobre o tema, desde que a criança é pequenininha, dois, três aninhos, por exemplo. Assim, quando vemos uma mulher grávida, podemos dizer à criança: você sabia que aí dentro desta barriga grande tem um bebê? Isto vai abrindo um canal e a criança percebe que pode fazer perguntas desta natureza, que a mãe, ou pai, vão lhe esclarecer. Outra alternativa é conversar sobre o corpo, mostrar a diferença entre o corpo do menino e da menina, pode ser em livro, ou presencial, se tiver outra criança pequena por perto. Pode ser também durante o banho com os pais, onde a criança vê a diferença entre o corpo da mãe e do pai. Contudo, não é obrigatório tomar banho junto com a criança; caso a mãe ou o pai não se sintam  à  vontade, é melhor não fazê-lo. É muito útil que os pais tenham livros dirigidos às crianças sobre de onde vêm os bebês, pois suas ilustrações auxiliam nas explicações.

Comumente, profissionais ensinam que quando a criança pergunta deve-se responder só ao que ela pergunta. Eu discordo totalmente deste tipo de orientação. Pense bem: nas outras questões de curiosidade  da criança nós não agimos assim. Por que agiríamos quando a pergunta tem a ver com sexo? Isto demonstraria que o adulto não vê com naturalidade este assunto. Defendo que, a partir de uma pergunta podemos criar um diálogo, podemos esticar a conversa e isto é bom para a criança. No meio da conversa, o adulto pode até jogar uma ou mais perguntas para ela. Por exemplo:  se uma criança de 6 anos pergunta o que é camisinha, o adulto diz que é uma capinha de borracha que o homem coloca no pênis, assim como coloca a meia no pé e o chapéu cabeça. Se a criança tem mais de 6 anos, aproximadamente, em seguida, pode-se perguntar a ela: e você sabe para que serve a camisinha? Porém, quando percebemos que a criança não está a fim de conversar naquele momento, devemos respeitar e nos atermos à pergunta feita, sem esticar a conversa.

Para falar de sexo é preciso saber ouvir. Deixar margem para a criança falar o que ela pensa, o que ela sabe a respeito, é muito válido, pois é a oportunidade de ela poder expressar seus sentimos, suas emoções diante do tema. Quando a criança nos faz uma pergunta, é válido devolver para ela, antes de responder, mas isto não deve ser feito para que o adulto se esquive de também falar, esclarecer sobre o assunto.  Partir do que a criança já sabe ou pensa pode levar a um rico bate-papo.

Quando a criança vem com a pergunta: como eu nasci, muitos pais costumam contar a estória da sementinha: uma sementinha do papai que se junta com a da mamãe......  Esta explicação é superficial demais e não esclarece de forma objetiva para a criança, que fica sem saber de onde sai esta sementinha (se da boca, do ouvido, do nariz, etc), como as duas se juntam...... É preciso ficar claro que uma semente chamada espermatozóide sai do pênis e entra pela vulva da mulher, indo encontrar-se, na barriga (ou útero), com uma sementinha da mãe, chamada óvulo. Contudo, há uma forma bem simplificada de dizer isto,  se a criança tem por volta de 4 anos, e há outra forma  intermediária se ela tem entre 5 e 6 anos e uma forma mais direta e completa, se ela tem mais que seis anos. Todas estas alternativas estão muito bem delineadas no livro de minha autoria, intitulado: Educação Sexual no dia a dia, que está para ser lançado no início de março, pela EDUEL, que esclarecerá estas e muitas outras dúvidas que os pais costumam apresentar. Este livro traz, ainda, uma relação de livros de educação sexual que são destinados para crianças, para os pré-adolescentes e adolescentes. Nós adultos precisamos nos preparar para sermos pais e mães abertos ao diálogo. O resultado será muito benéfico para a criança e para os pais.

Postado por Mary Neide - 06/02/2013
17Dez

Pesquisa Brasileira sobre a Descriminalização do Aborto (maiores de 18 anos)

Peço sua colaboração para a pesquisa que estamos desenvolvendo junto à UEL e à UDESC.
O questionário é simples, constando apenas de uma pergunta.
Em menos de 2 minutos você registra sua opinião nesta pesquisa nacional.

Ajude-nos a conhecer o que pensam os brasileiros a respeito.
Se puder encaminhar o link abaixo para seus contatos, a fim de amplicar o alcance dos resultados, agradecemos imensamente. Importante: cada pessoa deve votar apenas uma vez. 

O prazo máximo para resposta é 28 de fevereiro de 2013.
Este link é um atalho para uma página segura do google. Clique nele para acessar o formulário.

http://migre.me/b3GUv

Desde já o meu muito obrigada.

Postado por Tuxon - 17/12/2012
11Dez

Compreender para respeitar a diversidade

Entrevista concedida à reporter Aline Vilalva para a Folha de Londrina. Publicada no dia 5 de novembro de 2012, Folha geral, p.5.

Postado por Mary Neide - 11/12/2012

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