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Gênero e Ideologia de Gênero: espinhosa relação.

Gênero, Identidade de Gênero e Ideologia de Gênero.

Conceitos inerentes à compreensão da natureza humana.

gênero, identidade sexual, identidade de gênero e orientação sexual.

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Vigiai vossas crianças

Postado por M. N. D. Figueiró - 14/04/2013

Ouvimos, diariamente, notícias de crianças abusadas sexualmente, por padrastos, madrastas, tios, vizinhos e até mesmo pais. Isto acontece em todos os níveis sociais, com crianças de qualquer idade, sejam elas meninas ou meninos e, por isso, é preciso vigiá-las, em casa, na escola, em qualquer lugar. Temos que estar alertas e cientes de que por trás de alguém aparentemente amigo pode residir o perigo. Em torno de 80% dos abusadores são conhecidos da criança. Não dá para "dormir no ponto".
Precisamos, ainda, conversar com a criança, a partir dos três anos de idade, aproximadamente, e dizer-lhe que existem pessoas que se aproximam de crianças para passar a mão em seu corpo e mesmo tocar seu órgão genital (pode-se usar o apelido a que a criança está acostumada) ou para lhe pedir que toquem o órgão genital do adulto. Se ela for maior, já se pode falar sobre a intenção dessas pessoas de fazer sexo com a criança. É importante dizer-lhe que tudo isso é errado, que não pode acontecer, jamais, e que se a pessoa tentar, ela deve correr, gritar e pedir ajuda. Por outro lado, se passar por esses riscos ou se algo, de fato, acontecer, precisa contar para alguém em quem confia, seja a mãe, o pai, uma tia ou a professora. Se a criança já é capaz de entender, é bom esclarecer que o abusador faz ameaças para que ela não conte a ninguém, mas ela não lhe deve dar ouvidos. É importante que tudo seja explicado com serenidade e firmeza, sem apavorar a criança.
Segundo a psicóloga Cristina Fukumori Watarai, a criança que vem sendo vítima de abuso sexual faz muitos “pedidos de ajuda”, pois seu sofrimento está expresso em seu olhar, em seus gestos, em seu comportamento não verbal. Entretanto, na grande maioria das vezes, adultos insensíveis e desatentos não percebem o pedido de socorro. Xuxa, quando falou, no Fantástico, sobre sua experiência de ter sido abusada pelo padrinho, afirmou, aproximadamente, assim: "Se minha mãe me olhasse nos olhos, observasse meu semblante sempre triste e modificado, perceberia que eu vinha sofrendo, que algo grave vinha acontecendo comigo". A vítima de abuso sexual precisa de atendimento psicológico para aliviar seu sofrimento, liberar-se de qualquer sentimento de culpa pelo ocorrido e superar o trauma. A terapia ajuda a cortar o círculo vicioso, pois, geralmente, uma pessoa abusada pode vir a ser uma abusadora no futuro. A família também necessita de tratamento. O abusador precisa ser responsabilizado pelo ato que cometeu, a fim de se coibir novas situações; também para ele é imprescindível o atendimento psicológico.
É importante ouvir e acreditar nas revelações da criança. Ela é sempre vítima e jamais pode ser transformada em ré. Quando descobrem o abuso sexual, os adultos responsáveis pela criança precisam estar atentos para que não tenham reações de descontrole e apavoramento diante dela, pois o efeito disso pode ser mais deletério do que o próprio abuso.
Médicos, professores e demais responsáveis pela criança, fora do lar, devem denunciar ao CREAS ou ao disque 100 quando descobrem ou mesmo suspeitam que uma criança esteja vivenciando maus-tratos e/ou abuso sexual. O disque 100 é uma denúncia nacional, centralizada em Brasília. De lá, o Ministério Público da capital do estado onde aconteceu o fato é comunicado e, então, entra em contato com o Ministério Público da cidade foco do ocorrido. Quando a cidade conta com um Conselho Tutelar eficiente, é também válido fazer a denúncia a ele. O apoio afetivo da professora é extremamente necessário, contudo, não é certo que ela procure ajudar, ela mesma, a criança, sem fazer a denúncia aos órgãos competentes; especialmente quando o abusador está dentro de casa, é arriscado chamar os pais para uma conversa.
Crianças, pré-adolescentes e adolescentes discriminados, com histórico de fracasso escolar e baixa autoestima, são mais suscetíveis de serem abusados. A falta de educação sexual em casa e na escola aumenta a vulnerabilidade ao abuso sexual.

Postado por M. N. D. Figueiró - 14/04/2013 Imprimir
MARY NEIDE DAMICO FIGUEIRÓ @ 2012 - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS - idée publicidade & design

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