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Gênero e Ideologia de Gênero: espinhosa relação.

Gênero, Identidade de Gênero e Ideologia de Gênero.

Conceitos inerentes à compreensão da natureza humana.

gênero, identidade sexual, identidade de gênero e orientação sexual.

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A Pílula do dia seguinte

Postado por M. N. D. Figueiró - 13/06/2013

A pílula do dia seguinte, também denominada Anticoncepção de Emergência (AE), é um método pouco conhecido e carregado de ideias distorcidas, desse modo, precisa ser esclarecido, sobretudo numa época em que "casos de estupros fogem do controle no País", segundo matéria deste mesmo jornal, no início do mês. Assim como para essas vítimas, a AE pode ser útil quando: o preservativo se rompe durante a relação; foi feito um cálculo incorreto do período fértil; e nos demais casos em que, por alguma razão, a relação foi desprotegida ou falhou. É bom saber que todos os métodos contraceptivos falham, sem exceção. Com a AE pode-se impedir, inclusive, que a mulher necessite recorrer a um aborto inseguro. No Brasil, este anticonceptivo tem aprovação da vigilância sanitária e está disponível nas farmácias, por R$ 15,00, aproximadamente. Também tem aprovação da Organização Mundial de Saúde, entre outros órgãos internacionais. Quando o profissional de saúde indica o AE, não está agindo contra a ética, nem contra a lei. O Ministério da Saúde elaborou um documento denominado: "Anticoncepção de Emergência: perguntas e respostas para profissionais da saúde", encontrado em seu site, que pode ser facilmente compreendido pela população em geral, pois compreende uma série de esclarecimentos que a seguir apresentarei.
Há quem divulgue, erroneamente, que a "pílula do seguinte" é um método abortivo, como no Espaço Aberto do dia 05. Sua ação é no sentido de dificultar o encontro do espermatozoide com o óvulo, tornando espesso e hostil o muco cervical da vagina, o que dificulta a locomoção do espermatozoide, impedindo, assim, que a fecundação ocorra. A AE também age no sentido de impedir a ovulação, caso ela ainda não tenha ocorrido, ou de retardá-la por vários dias. O Ministério da Saúde assegura que não há "efeito abortivo", pois a pílula age no sentido de impedir a fecundação. Não há eliminação de sangue após sua ingestão, e isto é uma prova de que ela não é abortiva. A AE não atua após a fecundação; ela "é capaz de evitar a gravidez, nunca interrompê-la".
Essa pílula deve ser ingerida "tão rápido quanto possível e, preferencialmente, em dose única, dentro de cinco dias que sucedem a relação sexual". O levonorgestrel 0,75mg é o método mais seguro e de melhor eficácia. Sua aplicação é também indicada para adolescentes, com o mesmo grau de segurança garantido às mulheres adultas. A AE não protege contra DST e AIDS, por isso, as pessoas precisam ser orientadas a não abrir mão da camisinha. Em caso de estupro, é preciso que a mulher seja encaminhada, também, para a profilaxia antirretroviral.
Ao invés de venerar gametas (espermatozoide e óvulo), muitos adultos que criticam o uso desta pílula deveriam dedicar seu tempo para criar medidas eficazes que protejam, alimentem e ajudem a educar as crianças pobres que vêm ao mundo. Como educadora sexual, alerto que, nas escolas, este método precisa ser incluído entre os demais que garotas e garotos devem conhecer bem, justamente para que saibam como recorrer a ele em caso emergencial. Por outro lado, devem estar conscientes de que este é um método reservado para situações excepcionais e, portanto, não pode ser usado como contraceptivo regular, sistemático, pois podem desencadear transtornos menstruais e sua eficácia ficaria comprometida com o uso frequente. Uma educação sexual sólida e sistemática, ao longo de todos os anos escolares, assegurará que a pílula do dia seguinte seja usada com responsabilidade.

Postado por M. N. D. Figueiró - 13/06/2013 Imprimir
MARY NEIDE DAMICO FIGUEIRÓ @ 2012 - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS - idée publicidade & design

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